O BIOFERTILIZANTE

Durante a crise do petróleo nos anos 70, o Biodigestor foi apresentado como alternativa para obtenção de energia térmica, pela produção do Biogás.

Na verdade, o gás combustível obtido do mesmo, é em quantidades muito pequenas, e difìcilmente justifica a construção de um biodigestor, exclusivamente para sua produção e utilização como fonte de energia térmica, ou mesmo como fonte de produção de gás carbonico ou de ácido sulfídrico.

O verdadeiro valôr de um biodigestor, está no adubo produzido pelo mesmo, o qual é conhecido como Biofertilizante, e no saneamento que ele proporciona.

Após as diversas fases da Biodigestão, o produto resultante é um líquido escuro, em virtude da presença do Humus, a que denominamos Biofertilizante Puro, o qual pode ser usado em qualquer solo, como adubo de origem orgânica de alta qualidade, ou como corretivo de acidez, de vida bacteriana e de textura.

O Biofertilizante puro, apresenta uma concentração de nutrientes relativamente alta, e apesar disso, pode ser utilizado diretamente no solo.

É um grande auxiliar quando utilizado como aditivo na preparação de Soluções Nutritivas na prática da Hidroponia Organo-Inorgânica, promovendo enorme aumento na produtividade dos cultivos hidroponicos.

Uma vêz diluido, constitui um grande adubo foliar, e nesta forma, é geralmente conhecido como Biofertilizante Diluido.

O biofertilizante diluido, apresenta também excelentes condições para utilização como Solução Nutritiva, na prática da Hidroponia Orgânica.

As vantagens na utilização do biofertilizante são enormes, não só pelo seu custo muito baixo, mas também pelos resultados na produtividade agrícola.

No entanto, pode eventualmente não ser o adubo mais adequado para todas as culturas.

Além disso, sua composição pode variar muito, dependendo das variações da matéria orgânica utilizada para alimentar o Biodigestor que o produz.

Desta forma, para se obter uma linearidade na composição do biofertilizante, é aconselhável que também se mantenha uma linearidade no tipo, qualidade e composição da Matéria Orgânica básica utilizada na sua preparação.

A utilização correta de um biofertilizante, é a chave principal para atingirmos os melhores índices de produtividade agrícola, e para tanto, existem algumas regras que devem ser observadas, e que poderíamos enumerar como segue:

1 - Proceder periòdicamente a análises fisico-químicas do biofertilizante, para determinar quais os teôres dos elementos químicos componentes do mesmo, e sua solubilidade total ou parcial na água.

Não havendo grandes modificações ou variações na composição da matéria orgânica básica, uma análise mensal é suficiente.

2 - Conduzir uma análise fisico-química do solo onde se pretende cultivar determinado vegetal, para determinar o teor e os componentes químicos dêsse solo, e seu grau de solubilidade.

Não havendo grandes modificações ou variações na composição da matéria orgânica básica, uma análise mensal é suficiente.

3 - Saber por literatura especializada ou por análise, quais os teôres e os componentes do vegetal a ser cultivado.

Com os dados enumerados nos itens acima, faz-se então a correção da composição química do biofertilizante, por adição de nutrientes solúveis, operação esta denominada como Mineralização do Biofertilizante.

O processo de mineralização, poderá não ser uma operação fácil para muitos agricultores, e é aconselhável àqueles que sentirem dificuldades para tanto, servirem-se de uma acessoria adequada.

Os procedimentos aqui descritos, também devem ser observados quando da utilização do biofertilizante como Solução Nutritiva na Hidroponia.

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