NA HIDROPONIA USAM-SE AGROTÓXICOS?

Nos dias de hoje, é uma utopia falar-se de produtos vegetais cultivados intensivamente, isentos de agrotóxicos.

Para cultivarmos plantas, seja a nível de subsistência familiar, como passa-tempo, ou a nível comercial, sempre estaremos provocando desequilíbrios no meio ambiente, pois que nos locais de cultivo, estaremos forçando a predominância de um vegetal sôbre outros.

E a cada desequilibrio provocado, estaremos sempre sujeitos ao desenvolvimento de pragas das mais variadas espécies e das mais variadas origens.

Caberá sempre a nós, seja de que maneira fôr, amenizar tais desequilíbrios, para reduzir ao mínimo essas pragas.

Mas elas sempre estarão presentes, e para erradicá-las, ou no mínimo reduzir a possibilidade de seu desenvolvimento, necessitamos usar vários artifícios, sendo que a utilização de agrotóxicos é um deles.

É um êrro afirmar que todos os agrotóxicos são danosos à saude humana.

Lembremo-nos que o veneno que mata, também cura, desde que devidamente utilizado. O envenenamento provocado pela mordida de uma cobra, é curado pela ingestão controlada do veneno da própria cobra.

Existem agrotóxicos naturais e artificiais, sendo que os naturais não são danosos ao ser humano.

Os agrotóxicos mais naturais, são as próprias plantas, como o Cravo de Defunto (Tagates minuta L), ou como o "Neem" ou NIm, árvore de origem indiana.

É uma prática secular, cultivarem-se plantas repelentes de insectos e outras pragas, no meio das hortas.

Também se plantam árvores Neem no meio dos pomares, pois que estas exalam princípios ativos que repelem muitos insectos.

É também comum usarem-se chás e infusões de plantas repelentes, aplicados geralmente por aspersão ou por pulverização.

O chá ou infusão de folhas de Neem, é um repelente de pragas, tanto para vegetais quanto para animais.

A Neem, também possui vários princípios ativos de cunho medicinal para muitas afecções, pelo que na Índia, essa árvore é conhecida como "A Farmácia das Aldeias".

Chás ou infusões de folhas de tabaco, de pimenta malagueta ou de alho, usados independentemente ou em conjunto, são repelentes e destruidores de muitas pragas.

Cabe ressaltar aqui, que devemos hoje abandonar a utilização de chás, infusões ou extratos de folhas de tabaco, pois seu princípio ativo é a nicotina, composto hoje comprovadamente cancerígeno, quando usado sem controle.

Quanto aos agrotóxicos artificiais, devemos considerar os inorgânicos e os orgânicos.

Os inorganicos, quando usados com parcimonia, de forma alguma afetam a saude do sêr humano e de outros animais superiores, e por uma simples lavagem com água, se desprendem das plantas.

Assim, podemos dizer que não são residuais, e na sua maioria, são constituidos de sais de metais, muitas vezes necessários ao sêr humano em doses ínfimas, pelo que são chamados de micronutrientes.

Já os agrotóxicos organicos, na sua maioria são residuais nas plantas, e usados em doses até pequenas, a curto ou a longo prazo, são prejudiciais ao sêr humano e a outros animais superiores.

Lamentàvelmente, na agricultura extensiva, são usados de forma desmesurada.

As plantas hidroponicas são muito sãs, resistem muito bem a muitas pragas, e geralmente são colhidas antes que tais pragas possam ser-lhes prejudiciais.

Porém, quando as pragas produzem seu efeito antes da colheita das plantas, necessário se faz o uso de agrotóxicos, e dentre estes, os hidroponistas utilizam sempre os naturais, ou em doses homeopáticas, os artificiais inorganicos.

As doses de agrotóxicos utilizadas na hidroponia, quando necessários, o que é um facto raríssimo, são na ordem de um décimo ou um centésimo por cento daquelas usadas na hoje tão falada Agricultura Organica, ou mesmo na convencional.

Eis porque geralmente se diz que na hidroponia não se usam agrotóxicos, o que até certo ponto, é verdade.